Estrada entre Capitão Enéas e Peri-Peri expõe abandono e revolta moradores

A estrada que liga o município de Capitão Enéas ao distrito de Peri-Peri deixou de ser apenas um problema de infraestrutura. Para quem depende dela diariamente, o trecho se transformou em símbolo do abandono e da negligência enfrentados pela população.

O cenário é conhecido por moradores, produtores rurais, trabalhadores e estudantes que trafegam pelo local: buracos, poeira intensa no período seco, lama e atoleiros durante as chuvas. A cada nova temporada, os problemas se repetem e as soluções não chegam.


Infraestrutura precária e impactos diretos

A precariedade da via compromete não apenas o deslocamento, mas também o acesso a serviços essenciais. Motoristas relatam danos constantes aos veículos e risco frequente de acidentes. Em períodos chuvosos, há trechos praticamente intransitáveis.

A situação vai além do desconforto. Moradores denunciam que a dificuldade de acesso já comprometeu atendimentos de urgência. Ambulâncias enfrentam obstáculos para chegar às comunidades, e o tempo de resposta em situações críticas pode ser decisivo.

Especialistas em gestão pública destacam que estradas vicinais e ligações distritais são fundamentais para garantir mobilidade, desenvolvimento econômico e acesso à saúde e à educação. Quando essas vias são negligenciadas, o impacto recai diretamente sobre a população.

Problema antigo, promessas repetidas

Segundo relatos da comunidade, a recuperação da estrada é uma promessa recorrente em períodos eleitorais. No entanto, as intervenções realizadas ao longo dos anos são consideradas paliativas e insuficientes para resolver o problema de forma definitiva.

Enquanto isso, moradores afirmam que o município enfrenta outras dificuldades estruturais, como desafios na área da saúde e em serviços básicos, o que amplia a sensação de descaso.

Clamor por providências

A estrada entre Capitão Enéas e Peri-Peri tornou-se, para muitos, um retrato da realidade enfrentada pela cidade: promessas que se acumulam e soluções que não saem do papel.

A população cobra respostas concretas, planejamento e investimento. Afinal, garantir condições dignas de acesso não é favor é obrigação do poder público.

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