Uma tragédia registrada neste fim de semana na conhecida Ponte do Esqueleto, entre as cidades de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, reacendeu o debate sobre a falta de controle e segurança no local, frequentemente utilizado para práticas de esportes radicais. O caso ganhou grande repercussão após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de apenas 21 anos, durante um salto de rope jump.
Segundo informações divulgadas pela página Matéria do Jornal da Cidade Online, a Prefeitura de Limeira anunciou que pretende buscar medidas judiciais contra a União, alegando ausência de providências relacionadas à fiscalização e ao controle de acesso da ponte, estrutura abandonada há décadas e considerada perigosa.
De acordo com a administração municipal, pedidos e notificações já haviam sido encaminhados anteriormente aos órgãos responsáveis, solicitando ações preventivas para evitar novos acidentes. A prefeitura afirma que o espaço continuou recebendo visitantes e praticantes de atividades radicais mesmo após registros anteriores de ocorrências graves.
A Ponte do Esqueleto se tornou conhecida ao longo dos anos tanto pela paisagem quanto pela procura de aventureiros. Construída originalmente para um projeto ferroviário que nunca foi concluído, a estrutura acabou ficando abandonada e hoje integra um processo de incorporação ao patrimônio federal.
Relatos apontam que o acidente aconteceu durante uma atividade de rope jump, quando Maria Eduarda teria sido lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem estar presa corretamente ao equipamento de segurança. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o desespero das pessoas que acompanhavam o salto.
O episódio gerou forte comoção e levantou novamente discussões sobre a necessidade de reforço na fiscalização do local, além da adoção de medidas que impeçam novas tragédias.